Ao contrário do Cebraspe, que exige resposta a tópicos, a FGV cobra a dissertação-argumentativa clássica. Seus temas costumam ser abstratos (filosóficos, sociológicos) e exigem que o candidato defenda um ponto de vista autoral, fugindo do senso comum.
Você abriu o edital e viu aquelas três letras temidas: FGV. O coração acelerou? Calma. A Fundação Getulio Vargas tem fama de "banca difícil", mas isso acontece porque a maioria dos concurseiros tenta usar modelos prontos do ENEM ou responder como se fosse uma prova técnica.
A FGV não quer saber se você decorou a lei fria (para a redação). Ela quer saber se você consegue articular ideias. Temas como "A busca pela felicidade no mundo contemporâneo" ou "O papel da tecnologia nas relações humanas" são clássicos da banca.
Para vencer a FGV, você precisa de ESTRUTURA. Não adianta "encher linguiça". Vamos dissecar agora o esqueleto ideal para garantir sua aprovação.
Pare de perder tempo tentando adivinhar o tema. Aprenda a Fórmula exata para escrever sobre QUALQUER assunto.
CONHECER A FÓRMULAA banca avalia Macroestrutura (conteúdo e organização) e Microestrutura (gramática). Para garantir a pontuação máxima em Macroestrutura, siga este roteiro de 25 a 30 linhas:
Introdução: Na obra "Modernidade Líquida", Zygmunt Bauman descreve uma sociedade marcada pela fluidez e fragilidade dos laços humanos, o que eleva o indivíduo acima da coletividade. Sob essa ótica, observa-se que o individualismo exacerbado tem corroído os pilares da solidariedade social, gerando um cenário preocupante de indiferença mútua. Tal fenômeno, longe de ser natural, persiste e se agrava devido a dois fatores principais: a competitividade tóxica do mercado de trabalho e a superficialidade das interações no ambiente digital.
Desenvolvimento 1: Em primeira análise, é imperativo destacar como a lógica neoliberal de mercado molda negativamente o comportamento social contemporâneo. Nesse viés, a busca incessante por sucesso pessoal e acumulação de capital fomenta uma visão de mundo distorcida, onde o "outro" é percebido como um concorrente a ser superado, e não como um parceiro de jornada. Consequentemente, essa mentalidade utilitarista enfraquece o tecido social, tornando os atos de solidariedade cada vez mais raros, pontuais e, muitas vezes, motivados apenas por interesses de imagem pública.
Desenvolvimento 2: Ademais, a onipresença da tecnologia nas relações humanas, paradoxalmente, tende a afastar os indivíduos enquanto promete conectá-los. As redes sociais, ao promoverem a "cultura da vitrine", incentivam um narcisismo onde a construção da autoimagem prevalece sobre o exercício da empatia real e do cuidado com o próximo. Dessa forma, o chamado "ativismo de sofá" substitui a ação concreta e engajada, criando a ilusão de participação social sem que haja o esforço necessário para transformar efetivamente a realidade de grupos vulneráveis.
Conclusão: Portanto, fica evidente que o individualismo contemporâneo atua como um obstáculo severo à manutenção da coesão social. Para reverter esse quadro, é fundamental resgatar a consciência de interdependência humana, reconhecendo que o isolamento egoísta é insustentável a longo prazo. Somente ao entender que o bem-estar coletivo é condição sine qua non para a própria felicidade individual será possível superar a lógica da indiferença descrita por Bauman e reconstruir laços comunitários sólidos.
O maior erro dos candidatos na FGV é o tangenciamento. Como os temas são abertos, é fácil começar falando de uma coisa e terminar em outra. Mantenha o foco. Cada parágrafo deve "conversar" com a tese apresentada na introdução.
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