Mapa de questões · 1º dia
Questão 11 — ENEM 2025 PARÁCaderno azul · 1º Dia
Texto da questão
TEXTO I
Texto do cartaz
Sei de onde eu vim.
Terra demarcada, vida garantida.
Marca: Adelco.
Disponível em: https://jangada.online. Acesso em: 9 fev. 2024 (adaptado).
TEXTO II
Índio eu não sou
Não me chame de “índio” porque
Esse nome nunca me pertenceu
Nem como apelido quero levar
Um erro que Colombo cometeu.
Por um erro de rota
Colombo em meu solo desembarcou
E no desejo de às Índias chegar
Com o nome de “índio” me apelidou.
[…]
Chegou tarde, eu já estava aqui
Caravela aportou bem ali
Eu vi “homem branco” subir
Na minha Uka me escondi.
[…]
“Índio” eu não sou.
Sou Kambeba, sou Tembé
Sou Kokama, sou Sataré
Sou Guarani, sou Arawaté
Sou Tikuna, sou Suruí
Sou Tupinambá, sou Pataxó
Sou Terena, sou Tukano
Resisto com raça e fé.
KAMBEBA, M. Ay Kakyri Tama: eu moro na cidade. São Paulo: Pólen, 2018 (fragmento).
Questão 11
Em relação aos povos originários, os textos I e II aproximam-se ao
Alternativas
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Gabarito oficial: A
Gabarito letra A. Cartaz e poema aproximam-se ao enaltecer a identidade dos povos originários. Em comparações, uma alternativa precisa explicar o sentido comum: localizar uma informação correta em apenas um dos textos ainda não resolve a pergunta.
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Entenda a lógica
por trás da resposta.
Aprenda a ler o comando, identificar as pistas do texto e avaliar as alternativas.
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📋 Ficha da questão
- Área: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias.
- Conteúdo: Valorização das identidades dos povos originários.
- Prova: Enem 2025 Pará, Belém/Ananindeua/Marituba, 1º dia.
- Identificação: questão 11, caderno 1 azul, página 8.
🔎 Passo 1 — Leia o comando
A pergunta pede o ponto de aproximação entre os dois textos. Vamos conferir o que os dois sustentam, sem escolher uma alternativa que corresponda apenas ao cartaz ou somente ao poema. O primeiro afirma saber de onde veio; o segundo recusa um nome genérico e apresenta nomes de diferentes povos.
📚 Passo 2 — Revise o conceito
Comparar textos exige localizar uma ideia compartilhada, mesmo quando cada um usa recursos e objetivos próprios. Um cartaz pode mobilizar imagem e slogan, enquanto um poema constrói uma voz que se afirma. Aqui, esses procedimentos diferentes aproximam-se na valorização da identidade dos povos originários, sem que todas as informações de um precisem reaparecer no outro.
🧭 Passo 3 — Encontre as pistas
- “Sei de onde eu vim” acompanha a imagem de uma pessoa com cocar. A mensagem apresenta a origem como referência afirmada e valorizada.
- O poema recusa o nome “índio”, associado ao erro de Colombo, e passa a afirmar “Sou Kambeba, sou Tembé” e diversos outros pertencimentos.
- O cartaz inclui demarcação e o poema critica uma denominação. Esses recortes são importantes em cada texto, mas a valorização identitária é o sentido que os reúne.
🧠 Passo 4 — Resolva passo a passo
1. Leia o cartaz como um conjunto
A fotografia e a afirmação sobre saber de onde veio dão visibilidade ao pertencimento. O slogan sobre terra e vida acrescenta uma reivindicação, mas a alternativa de aproximação precisa continuar válida quando voltarmos ao poema.
2. Observe a passagem da recusa à afirmação
O poema rejeita uma denominação imposta e enumera nomes de povos. Essa passagem mostra que a recusa não termina em apagamento: a voz se apresenta por identidades que reconhece e valoriza, afirmando resistência.
3. Teste a interseção entre os textos
Pergunte: essa opção explica os dois? Demarcação aparece explicitamente no cartaz, e a crítica ao nome “índio” estrutura o poema. A valorização da identidade, porém, corresponde à afirmação de origem no primeiro e aos pertencimentos nomeados no segundo.
✅ Passo 5 — Analise as alternativas
A) enaltecer sua identidade.
Os dois textos afirmam e valorizam a identidade dos povos originários. No cartaz, isso se expressa pela origem assumida e pela imagem; no poema, pela recusa de um nome imposto e pela enumeração dos povos. A alternativa reúne esse ponto comum.
B) detalhar sua formação cultural.
Nenhum dos textos detalha um processo de formação cultural. Há afirmações de pertencimento e referências à história da nomeação, mas isso não equivale a explicar, em detalhes, como cada cultura se formou.
C) reconhecer o avanço de seus direitos.
Os textos não apresentam uma sequência de conquistas legais ou um balanço de avanços de direitos. A presença de uma reivindicação no cartaz e de resistência no poema não autoriza converter o conjunto em reconhecimento de um progresso já alcançado.
D) defender a demarcação de suas terras.
“Terra demarcada, vida garantida” sustenta esse tema no cartaz. O poema, entretanto, não formula uma defesa explícita da demarcação: concentra-se na denominação e na identidade. A opção vale para um texto, mas não explica o ponto compartilhado.
E) criticar o modo como são denominados.
A crítica à denominação “índio” é central no poema, mas o cartaz não discute como os povos são chamados. Ele afirma a origem e associa terra à vida. A comparação não pode transportar automaticamente o recorte do poema para a outra peça.
🏁 Passo 6 — Leve o raciocínio para a prova
Gabarito letra A. Cartaz e poema aproximam-se ao enaltecer a identidade dos povos originários. Em comparações, uma alternativa precisa explicar o sentido comum: localizar uma informação correta em apenas um dos textos ainda não resolve a pergunta.
Erro comum: Marcar uma reivindicação ou crítica que aparece em somente um dos textos, sem testar o outro.
Para a próxima questão: Depois de formular o ponto comum, indique uma pista de cada texto que o sustente.
