Mapa de questões · 1º dia
Questão 51 — ENEM 2025Caderno azul · 1º Dia
Texto da questão
Sinal fechado
Olá, como vai?
Eu vou indo e você, tudo bem?
Tudo bem, eu vou indo, correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranquilo, quem sabe?
Quanto tempo…
Pois é, quanto tempo…
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios…
Oh, não tem de que
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo,
Talvez nos vejamos, quem sabe?
Quanto tempo…
Pois é, quanto tempo…
Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso beber
Alguma coisa rapidamente
Pra semana…
O sinal…
Eu procuro você…
Vai abrir! Vai abrir!
Prometo, não esqueço
Por favor, não esqueça
Não esqueço, não esqueço
Adeus…
PAULINHO DA VIOLA. Foi um rio que passou em minha vida. Rio de Janeiro: Odeon, 1970.
Questão 51
A letra da canção apresenta a permanência de uma situação da vida cotidiana ao destacar a
Alternativas
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Gabarito oficial: D
Gabarito letra D. O encontro breve e as promessas adiadas revelam a efemeridade dos vínculos de afetividade diante do ritmo da vida cotidiana urbana.
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Entenda a lógica
por trás da resposta.
Aprenda a ler o comando, identificar as pistas do texto e avaliar as alternativas.
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📋 Ficha da questão
- Área: Ciências Humanas e suas Tecnologias.
- Conteúdo: Sociologia: vida urbana, tempo e vínculos de afetividade.
- Prova: Enem 2025, aplicação regular, 1º dia.
- Identificação: questão 51, caderno 1 azul, página 23.
🔎 Passo 1 — Leia o comando
O comando pede uma situação da vida cotidiana que permanece reconhecível na canção. Vamos observar como as pessoas tentam se encontrar e conversar, mas têm a interação interrompida pela pressa. O recorte não é apenas o trânsito: interessa o que esse ritmo faz com os vínculos afetivos.
📚 Passo 2 — Revise o conceito
Na vida urbana, a organização do tempo e as exigências de trabalho podem interferir nas relações pessoais. Um encontro pode revelar afeto e desejo de proximidade, mas permanecer breve e adiado. A efemeridade dos vínculos, nesse contexto, não significa ausência completa de sentimento: destaca sua fragilidade diante de um cotidiano acelerado.
🧭 Passo 3 — Encontre as pistas
- As falas “correndo”, “Me perdoe a pressa” e “Eu também só ando a cem” aproximam os interlocutores pelo ritmo acelerado. A pressa é compartilhada, não um problema isolado de uma pessoa.
- Os desejos de conversar aparecem em “Precisamos nos ver” e “Tanta coisa que eu tinha a dizer”. Há uma intenção de retomar a convivência, mas ela não se realiza durante o encontro.
- As promessas para a semana seguinte convivem com “O sinal” e “Vai abrir!”. A interrupção transforma a conversa em despedida, deixando o contato para um futuro incerto.
🧠 Passo 4 — Resolva passo a passo
1. Identifique o contraste entre vontade e realização
As pessoas querem conversar, mas a interação é rápida. Esse contraste impede concluir que não exista afeto; mostra, antes, como a organização do cotidiano dificulta a continuidade do vínculo.
2. Relacione a pressa ao espaço urbano
A referência aos negócios, à poeira das ruas e ao sinal de trânsito constrói um encontro subordinado ao movimento da cidade. A abertura do sinal encerra a possibilidade de permanecer conversando.
3. Escolha o efeito social demonstrado
A situação evidencia vínculos breves e encontros continuamente adiados. Não demonstra desaparecimento do telefone, redução geral da mobilidade ou fortalecimento de uma memória coletiva. A resposta precisa acompanhar o efeito da pressa sobre a relação.
✅ Passo 5 — Analise as alternativas
A) diminuição do comportamento competitivo.
O texto não apresenta diminuição da competição. A pressa ligada aos negócios e à busca de um lugar no futuro compõe um cotidiano acelerado, sem demonstrar a redução desse comportamento.
B) importância da memória coletiva.
As lembranças que escapam são assuntos individuais que os interlocutores gostariam de compartilhar. Não há um trabalho de memória coletiva sobre experiências históricas ou referências comuns de um grupo social.
C) redução da mobilidade urbana.
O sinal fechado cria uma pausa momentânea, logo interrompida por sua abertura. Isso não demonstra redução da mobilidade urbana como situação social; o foco está no encontro breve em meio ao deslocamento.
D) efemeridade dos vínculos de afetividade.
A vontade de conversar cede lugar às promessas futuras e à despedida apressada. Essa dinâmica evidencia a efemeridade dos vínculos afetivos em um cotidiano que dificulta a manutenção do encontro.
E) obsolescência dos meios de comunicação.
O telefone aparece como possibilidade de contato a ser retomada. A canção não atribui o desencontro à obsolescência desse meio, mas à pressa e ao adiamento da convivência.
🏁 Passo 6 — Leve o raciocínio para a prova
Gabarito letra D. O encontro breve e as promessas adiadas revelam a efemeridade dos vínculos de afetividade diante do ritmo da vida cotidiana urbana.
Erro comum: Tomar o sinal de trânsito como assunto exclusivo da canção e perder a reflexão sobre as relações entre as pessoas.
Para a próxima questão: Em textos sobre cotidiano, observe o contraste entre o que as pessoas desejam e o que as condições sociais permitem realizar.
